Impasse

Dizem que "gostar de alguém também é saber deixar ir".
Às vezes pergunto-me se não seria melhor deixá-lo ir, mas não consigo fazê-lo. Ele também não quer ir, mas também não se compromete realmente a ficar. Vivemos neste impasse em que nos temos sem nos ter, somos um do outro não o sendo. Continuaremos assim, neste comodismo, neste conforto, até que um dos dois se decida a desistir.
Não gosto de pensar que a nossa relação tem um prazo de validade e julguei-o durante tanto tempo que me habituei à ideia de que te iria perder, mas agora que a validade se esgotou, ao ver-te aqui, ao meu lado, começo a acreditar que, talvez, não haja um fim. Deixei de acreditar num futuro em que este "nós" não existe, mas também não quero que fiques comigo porque te habituaste a ter-me. Quero que sejas feliz, que tenhas o privilégio de sentir por alguém o que sinto por ti e sei que não tenho o direito de te tirar isso, resta-me apenas a esperança de que esse alguém seja eu.

Continuarei a pensar se não estarias melhor sem mim, mas às vezes pareces ter tantas certezas que me fazes também acreditar um bocadinho mais em nós, sem o medo de me estar, novamente, a iludir.

4 comentários:

  1. Gostava de ter um comentário decente, mas não tenho. Só consigo mesmo dizer: é tão isto.
    Porque é. Acredita que entendo cada palavra :|

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  2. Respostas
    1. Obrigada :) Já melhorou, as respostas tardaram mas chegaram :)

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