A.

Hoje não me vou refugiar em textos abstractos, não vou recorrer a histórias ambíguas que misturam o meu passado com o presente e o futuro, não vou alternar num mesmo texto factos reais e os meus sonhos, não vou entrar por reflexões e divagações sobre tudo e sobre nada. Hoje só quero dizer que tenho uma vontade quase incontrolável de lhe ligar, por motivo nenhum, talvez para ouvir a voz dele, ainda que a tenha ouvido há pouco. Apetece-me falar com ele, nem que seja só um minuto. Também sei que seria estranho fazê-lo, ainda que ele saiba o quanto sou estranha, também sei que o provável seria não atender (ou talvez ficasse a pensar que tinha acontecido alguma coisa e atendia preocupado). Tenho realmente saudades das poucas vezes em que falámos ao telefone (e eu que odeio falar ao telefone seja com quem for).
Pronto, era só isto, vou ali continuar com saudades...
A sorte é que ele já nem vem ao meu blog (prefiro nem pensar em tudo o que de mau isso significa e vou ficar pela parte boa).

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