Nos teus (a)braços

Lê-me nas entrelinhas dos olhares furtivos que te lanço quando repouso a cabeça no teu ombro. Confirmo a tua presença em intervalos regulares, instintivamente tento impedir que te disperses, quero-te completamente ali, corpo e mente.
Insisto em aproximar-me ainda mais quando fisicamente é já impossível fazê-lo, aperto o teu corpo contra o meu por medo de que te soltes e não mais queiras encaixar-te em mim.
Hoje gostava que estivesses aqui, simples assim, gostava de novamente experimentar o teu abraço, de estar contigo, apenas estar, sem que palavras fossem necessárias.
Ambos sabemos que subsisto em medos e inseguranças que luto para contrariar, esforço-me por esquecer os motivos pelos quais não pode dar certo entre nós, mas sentir-me-ás tremer de cada vez que os teus olhos encontrarem os meus e a tua pele entrar em contacto com a minha, ainda assim, não há melhor sensação do que a de poder tremer nos teus braços.
Não quero pensar no futuro, apenas no agora e, agora, gostava que fôssemos felizes.

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