Dos erros

Não sou capaz de ficar calada a remoer as palavras que me dizem, não sou capaz de deixar simplesmente passar em branco alguma situação que me magoou. Quando não gosto de determinadas acções ou palavras digo-o, na esperança de que a outra pessoa compreenda o meu lado e não repita o que, a meu ver, foi um erro. Da mesma forma, gosto que me apontem as minhas falhas para que as possa corrigir.
A maioria das pessoas não admite os erros, esconde-se por detrás das ditas "desculpas esfarrapadas" ou tenta colocar as culpas noutros quando sabe perfeitamente que não agiu da melhor forma.

E é por isto que não consigo conter as lágrimas quando me pedes desculpa, quando mostras que me ouves, que me percebes, é nessas raras vezes que sinto que me valorizas, que te queres adaptar a mim. E mudas e tentas e consegues, por mim, por nós, porque eu sou a estranha que aceita coisas difíceis de aceitar e se magoa com as coisas mais simples. Às vezes acabo a sentir-me culpada por te "acusar", mas se te confronto é porque me importo, porque quero perdoar e esquecer... Sou assim, fria e hiper sensível, nem eu me percebo.

Não estou habituada a que me peçam desculpa ou que me agradeçam, normalmente "obrigada" e "desculpa" são duas palavras que ouço em conjunto, quando me afasto das pessoas, porque só depois de me perderem percebem o meu valor. Uma das coisas que mais admiro é esta capacidade de reconhecer que não somos perfeitos, que também erramos, é o tentar mudar os nossos comportamentos para nos tornarmos seres humanos melhores.

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