Do filme que somos

Inspirada pelas memórias que prevalecem dos nossos encontros construo cenários encadeados entre si, formando o filme que é a nossa história. Perco-me nos diálogos quase infinitos que sustentaram dias de conversas, releio os sentimentos descritos e observo o teu sorriso involuntário perante as minhas observações (im)pertinentes. Sinto-te próximo como nos escassos dias em que pude sentir o teu corpo junto de mim e agarro-me à esperança de não ter que te deixar ir.
As cenas sobrepõem-se a uma velocidade estonteante, tantas são as memórias ignoradas, esquecidas, tidas como irrelevantes quando para mim significam tanto. É o preço a pagar por querer contar a nossa história, não consigo condensar tudo num espaço tão curto. Talvez não saiba falar de nós, por isso nunca ninguém saberá tudo, somos um segredo bem guardado, falta-nos, apenas, construir o nosso final.

Sem comentários:

Enviar um comentário