Invisível

Não sou ninguém, apenas mais uma na multidão. Tudo o que me poderia tornar, de alguma forma, especial, deixou de ter significado/importância. Sou mais uma, oculta nas sombra dos que se destacam através das características que julgava ter. Já me fizeram sentir única e hoje, olhando-me, vejo que os elogios se basearam em mentiras. Se não tivesse querido ser cega, perceberia, não é complicado, os espelhos não enganam e conheço-me suficientemente bem para saber que sou perita na arte de ser insignificante.

3 comentários:

  1. Nós somos o que queremos ser. Não és insignificante se não o quiseres ser. Mudar é complicado, mas é possível.
    resp: É verdade, só os fortes perdoam e seguem em frente.

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    1. Não vou mudar quem sou, gosto de mim, claro há sempre pequenas coisas que podemos melhorar, é isso que nos faz crescer.
      Vou dar-te um exemplo do que me levou a escrever o texto: sempre gostei dos meus olhos, até ver uns olhos mil vezes mais bonitos que os meus. Claro que este é um exemplo fútil, mas tal como acontece com esta característica física também acontece com muitas outras (físicas e psicológicas).
      Também sei que, se calhar, o conjunto de tudo o que tenho, tudo o que sou, é o que me faz/pode fazer especial. Simplesmente neste momento não o sinto.

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