Querer

Cedes ao impulso de me ter, entregando-te aos instintos animalescos que regem as tuas vontades mais primárias. Prendes-me, física e mentalmente, comungando da minha rendição. Descobres-me o corpo, contornas-me a pele com a urgência que caracteriza o teu descontrolo, com a certeza de quem sabe o que quer, com a mestria de quem conhece o que procura. Unes-te a mim numa dança invulgar de corpos que se entrelaçam para encontrar um encaixe perfeito, como duas peças de um mesmo puzzle criadas para permanecer unidas. Reajo instintivamente aos teus avanços, ouves-me por cima das respirações ofegantes, dos suspiros, do bater raivoso dos corações, e sabes. Dás-te e recebes-me. Por um momento esquecemos tudo e o tudo finalmente faz sentido. Parasse o tempo enquanto permanece em nós a certeza de que nos queremos e o nosso mundo seria perfeito.

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