Faca

Senti a lâmina deslizar pela pele, abrindo caminho para que o sangue escorresse livre até ao chão. Poderia jurar que o leve formigar se manifestava no meu braço, ainda assim estas memórias não eram minhas, apenas recordações antigas de alguém que não eu.
Não concebo esta auto-flagelação, esta tentativa de substituição da dor psicológica pela física. Não é tudo dor? Será que algum dia pára, será que uma ameniza a outra?
Observo a faca que seguro inocentemente e pergunto-me "porque te torturas?".

*Desafio: Palavrar a cada dia.

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