De mim, ninguém sabe nada

Em conversa com duas raparigas da minha idade, maioritariamente sobre relacionamentos, compreendi que tenho uma forma de ver o mundo, a vida, as pessoas, muito diferente da delas... Logo eu que nesta temática sempre me considerei demasiado imatura, demasiado inexperiente, agora percebo que, talvez, a realidade não seja bem essa. Ainda tenho muito para crescer, muito para aprender e é impressionante ver que no último ano a minha vida pessoal deu mil voltas e que essas voltas me fizeram crescer um bocadinho a cada dia. Hoje sei muito mais do que ontem e esta minha vontade de esmiuçar cada acontecimento, cada palavra, cada silêncio, cada pessoa, levar-me-á amanhã a saber muito mais do que hoje. Tenho o defeito de pensar demais, de lutar para encontrar uma razão para tudo, de ter que entender tudo, mas é isso que me faz compreender as pessoas, a vida, o destino. Talvez perceba mais do que deixo transparecer, talvez a minha aparente ingenuidade seja apenas uma máscara para me levar a compreender mais e mais, talvez me cale vezes demais por não querer confrontar outros com o que sei ser real, com o que eles próprios ainda não perceberam sobre si (para quem me conhece esta frase é estranha, não sou de me calar...).
A minha vontade de compreender os outros leva-me a prever as suas atitudes, por isso gosto de quem me surpreende, de quem me confunde, de quem me desafia, gosto das raras pessoas que não consigo desmistificar, das pessoas que todos os dias, mesmo não sabendo, me incentivam a querer conhecê-las melhor.

P.S. Sobre as raparigas em questão, elas pensam que eu não sei, mas o objectivo delas ao contar-me pormenores das suas vidas, pormenores que primam pela ambiguidade (ou seja, neste caso, contar pequenas coisas que na realidade não dizem muito), era tão somente saber pormenores da minha vida (não, não estou a ser má, sei-o pelas expressões, pela forma como surgiu o assunto, pelos silêncios que esperavam um comentário meu, pelo facto de a conversa de um modo forçado ter ido parar ao passado, a alguém do meu passado que elas sabem dizer-me muito... fingi ser burra, ingénua, fingi ainda ser a mesma miúda de 16 anos cujas memórias elas foram resgatar, agi como se desde aquela altura nada de relevante se tivesse passado). Odeio que se metam na minha vida, não me meto na vida de ninguém (sim, sim, sim, se vieres aqui parar por acaso e leres isto vais discordar, mas já falamos sobre isso, se quiseres podemos falar mais, um dia compreender-me-ás ;) ).

E esta sou eu, desmistificada (ou não) num post.

6 comentários:

  1. Também sou um pouco como tu. Penso demais e esmiuço tudo....

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  2. Sabes bem que discordo de Ti...

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    1. Não acredito que sejas a pessoa a quem me dirijo com aquela frase, mas se és colocas-me numa situação complicada... mais uma vez fico a saber mais do que devia...
      Do que discordas? Queres falar sobre isso?

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