Sentidos que me guiam

Movo-me em espaços finitos, por lugares desertos de gente. Percorro consciente o meu caminho, ainda que absorta pela inconsciência da sua longitude, da sua dimensão. Desconheço as curvas do destino, meço cautelosamente os meus passos.
Páro. Escuto, olho, tacteio, absorvo a fragrância e provo o sabor da vida. E sinto, o coração grita, personificando os sentidos em sentimentos que me guiam por este labirinto de encruzilhadas, por este mar de decisões. Tudo se apaga à minha passagem, impedindo-me de recuar, de voltar e alterar a direcção escolhida, o sentido outrora ambicionado. Aprendo a cada passo, descubro o sentido da vida, o porquê de cada caminho, de cada ocorrência, momento, circunstância... Há quem lhe chame “acasos”, eu chamo-lhe destino.

A vida é feita de encontros e desencontros. Destinos que constantemente se cruzam e separam. Vidas que se entrelaçam e se desfazem. Redemoinhos de histórias que se constroem, se relembram e se contam.

1 comentário: