Disseram-me, há muito tempo atrás, o meu papel neste mundo, poderia ser céptica mas nunca algo fez tanto sentido, era impossível não acreditar. Às vezes sinto que o cumpro na perfeição, outras vezes desiludo-me de tal forma que me pergunto se seria melhor não saber, viver na ignorância e, ainda assim, continuar a cumpri-lo mas sem me sentir inútil, falhada quando não corre da melhor forma. Sim, continuar a cumpri-lo, porque sempre o fiz, inconscientemente, sem saber do que se tratava... há simplesmente coisas que temos prazer em fazer, sentimos ter nascido para aquilo, fazê-mo-lo, ainda que o fazê-lo implique prejudicar-nos, gastar tempo que não temos, dedicar-nos inteiramente a algo que não temos certeza de conseguir fazer, fazê-lo às vezes pelas pessoas erradas, ainda assim vale a pena. Sinto que aquilo que faço nada é, ainda assim, poucos o conseguem, os poucos que conseguem não o fazem porque não recebem nada em troca, a mim basta-me um sorriso de agradecimento, às vezes faz falta o agradecimento, a sensação de que valorizam o que fazemos, e ainda assim vale a pena.
Quantas pessoas têm a sorte de saber o seu papel neste mundo? Em parte sou uma privilegiada, por outro lado gostaria de não viver com o peso, a pressão, de ter que cumprir um papel que não escolhi. Pois, nunca estamos bem, essa é que é a mais pura verdade...

*republicação

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