Impasse

Dizem que "gostar de alguém também é saber deixar ir".
Às vezes pergunto-me se não seria melhor deixá-lo ir, mas não consigo fazê-lo. Ele também não quer ir, mas também não se compromete realmente a ficar. Vivemos neste impasse em que nos temos sem nos ter, somos um do outro não o sendo. Continuaremos assim, neste comodismo, neste conforto, até que um dos dois se decida a desistir.
Não gosto de pensar que a nossa relação tem um prazo de validade e julguei-o durante tanto tempo que me habituei à ideia de que te iria perder, mas agora que a validade se esgotou, ao ver-te aqui, ao meu lado, começo a acreditar que, talvez, não haja um fim. Deixei de acreditar num futuro em que este "nós" não existe, mas também não quero que fiques comigo porque te habituaste a ter-me. Quero que sejas feliz, que tenhas o privilégio de sentir por alguém o que sinto por ti e sei que não tenho o direito de te tirar isso, resta-me apenas a esperança de que esse alguém seja eu.

Continuarei a pensar se não estarias melhor sem mim, mas às vezes pareces ter tantas certezas que me fazes também acreditar um bocadinho mais em nós, sem o medo de me estar, novamente, a iludir.

Nuvens

Passei só para dizer que estou nas nuvens. Boa noite e obrigada :p

Incerto

Digo-te que é "nada" quando o significado das palavras que sufoco ultrapassa aquilo que somos. Teria tanto para te contar, para dizer, palavras que guardo com receio de te afastar.
Aqui estou eu, novamente, a repetir-me, parece que não saio do mesmo. E a verdade é que o tempo passa e, ainda que avance, pareço não sair do mesmo. Tudo muda tão devagar e, por mais que me tente agarrar ao facto de haver avanços, ainda que lentos, por demasiadas vezes me sinto impaciente. Preciso de algo concreto, livre de insinuações, ideias ou planos abstractos. Diz-me, qual o teu plano para nós?

Passo a passo

Pequenas mudanças fazem-nos bem. Sinto-me bem. Maior. Madura. Mulher.

Uma réstia de passado

Soube que ias casar. Fui apanhada de surpresa por não saber de ti há algum tempo. Confesso que não soube como reagir, não pela estranheza de te imaginar a partilhar a vida com outra, algo que aceitei, talvez, cedo demais, mas pela complexidade do que deveria sentir. Por tantas vezes imaginei este momento... esqueci-me de que o tempo passa, as pessoas avançam e os sentimentos mudam. Apaixonar-me por ti foi inevitável, deixar de te amar ocorreu de forma tão simples e natural que não me apercebi sequer do momento em que deixaste de me ser "mais". Parvoíce! Serás sempre "mais", pelas lembranças, pelo carinho, pelas palavras tantas que te escrevi. Alegra-me ter reaberto o teu capítulo para incluir este desfecho. Só tenho pena de não te poder dizer o quanto desejo que sejas feliz.
De mim,


ninguém sabe nada.

Silêncios

Tenho as palavras sufocadas, as mágoas estrategicamente escondidas. Não estou chateada, só triste. Triste porque ainda não fui capaz de aprender que não é por alguém significar muito para mim que tenho o mesmo impacto nessa pessoa, não é por querer tanto conversar com alguém que esse alguém vai também querer conversar comigo... Talvez um dia deixe de me importar, talvez um dia abandone a necessidade que tenho de saber de ti, talvez um dia deixe de te procurar e sejas tu a sentir a minha ausência. Se hoje me faltam as forças para iniciar uma conversa não é porque espero que tu o faças, simplesmente não tenho vontade de receber respostas vazias, ou suportar uma falta de resposta. Estou tão cansada...